sexta-feira, 8 de setembro de 2017

O Estremecer


O dia caído faz anoitecer 
O tempo perfeito para adoecer 

A mente permanece isolada
Esperando qualquer mancada
Para que abrace a insanidade

O gole profundo no escuro café 
Tenta trazer qualquer maré 
Seja de boas ideias 
Ou uma fantasia qualquer 

A inquietação 
A mente se faz furacão 
Varre e alastra, o alarde 
De tudo que deixais para mais tarde

A ambição de grandes caminhos
A dança dos moinhos 
Fazem do espirito uma mistura
Os olhos fecham tudo muda de figura

Atônito o despertar repentino 
Encarando o teto e reprimindo
Qualquer medo ou anseio 
Que se tem sobre o desconhecido

A alma clama por mais lenha
Pois o fogo do espírito aos poucos se apequena
A chuva cobre, sinto-me abraçado 
Coroado
Um nobre desgraçado

O mar nunca cessa 
O vento nunca cessa 
E o único momento no qual o vital se paralisa 
É no dia em que ele tudo confessa.