O dia caído faz anoitecer
O tempo perfeito para adoecer
A mente permanece isolada
Esperando qualquer mancada
Para que abrace a insanidade
O gole profundo no escuro café
Tenta trazer qualquer maré
Seja de boas ideias
Ou uma fantasia qualquer
A inquietação
A mente se faz furacão
Varre e alastra, o alarde
De tudo que deixais para mais tarde
A ambição de grandes caminhos
A dança dos moinhos
Fazem do espirito uma mistura
Os olhos fecham tudo muda de figura
Atônito o despertar repentino
Encarando o teto e reprimindo
Qualquer medo ou anseio
Que se tem sobre o desconhecido
A alma clama por mais lenha
Pois o fogo do espírito aos poucos se apequena
A chuva cobre, sinto-me abraçado
Coroado
Um nobre desgraçado
O mar nunca cessa
O vento nunca cessa
E o único momento no qual o vital se paralisa
É no dia em que ele tudo confessa.